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Entre o Sim e a Publicação: Respeito à Privacidade...

  • tiagoalonso9
  • 28 de mai.
  • 2 min de leitura

Outro dia, em reunião no escritório com uma família cujo projeto promete ser belíssimo. Conversamos sobre sonhos traduzidos em programas de necessidades, sobre rotinas que ganhariam novos espaços, vidas que se redesenhariam dentro daquelas paredes ainda por vir.

E então, como sempre faço, lancei a pergunta clássica entre o profissional e o pessoal: posso compartilhar este projeto? A resposta veio afirmativa, generosa até, sim, a fachada principal pode ganhar o mundo através das minhas lentes e do meu portfólio.

Aqui mora uma reflexão que merecia estar em cada conversa depois do programa de necessidade ser resolvido, por que antecipar a publicação antes de formalizar essa autorização? 

A propriedade intelectual da obra é minha. O desenho, a concepção, a criatividade que moldou aquele espaço, isso é fruto do meu trabalho, da minha assinatura profissional. Mas a imagem, a privacidade, o direito de decidir sobre a exposição pública daquele lar, isso pertence a quem contrata. Isso pertence à família que abriu as portas e confiou em mim.

O STJ já consolidou essa verdade jurídica: o direito à imagem e à privacidade é inviolável. Não é gentileza do cliente permitir; é direito dele resguardar ou compartilhar sua intimidade. Uma casa em Porto Seguro ganha vitrines em todo o mundo, a cidade vive do turismo… do investimento também internacional. 

Por isso, entre o "sim" dito numa conversa e a publicação no portfólio, existe um espaço sagrado: o da documentação formal, da clareza, do respeito mútuo. Porque projetos belíssimos merecem ser compartilhados com ética, um diálogo sincero entre as partes. Sempre digo que não tenho clientes; sim parceiros de uma jornada. A estrutura do respeito permite ao profissional seguir com sua ARQUITETURA de forma segura. 


 
 
 

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