Não é a Arquitetura que perde valor… são algumas práticas que sobressaem.
- tiagoalonso9
- 18 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de abr.

Tenho visto muitas discussões nas redes sociais, especialmente no Instagram, sobre a tal “reserva técnica” (RT). É uma prática que alguns profissionais usam, onde recebem comissões de fornecedores, lojistas ou representantes. Às vezes, isso vem com honorários mais baixos, como uma forma de compensar o valor do projeto recebem comissões "por fora" que no final o cliente vai pagar.
Não quero generalizar, pois há muitos arquitetos que trabalham com ética. Mas é importante pensar nos efeitos desse modelo. Quando o valor do projeto cai muito, o mercado começa a achar que o trabalho de um arquiteto não é tão complexo ou valor cobrado é injusto. E os fornecedores ajustam seus preços para pagarem a comissão, o que no final acaba afetando o cliente, que muitas vezes não entende bem o que está acontecendo. Isso cria um desequilíbrio. O cliente acha que está sendo beneficiado, o mercado começa a funcionar com preços que não refletem o verdadeiro valor do serviço. Com o tempo, isso pode afetar não apenas o quanto os arquitetos ganham, mas também como a sociedade vê a Arquitetura. Do ponto de vista normativo temos regras, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo tem diretrizes claras para condenar comissão para o arquiteto. A Resolução nº 52/2013 proíbe vantagens indevidas, e a Lei nº 12.378/2010, no Artigo 18, Inciso VI, fala sobre a proibição de obter benefícios "por fora" dos clientes, direta ou indiretamente. Então, não é falta de regras, mas sim como cada profissional decide agir.
Mas é importante dizer que há muitos arquitetos comprometidos com a transparência, que defendem os interesses dos clientes em todas as etapas. São esses profissionais que ajudam a construir confiança e a mostrar o verdadeiro valor do projeto.
No final, um imóvel com todo seu valor começa com um projeto bem pensado, feito com técnica, sensibilidade e, acima de tudo, ética.



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